Não adianta pensar em soluções miraboloantes para perder peso ou turbinar o cardápio. Refeições simples e nutritivas requerem disciplina
Um dos caminhos mais seguros para que isso não ocorra, é fazer uma breve avaliação das possibilidades para sair vencedor. É necessário sair de cena e ficar nos bastidores, observando os prós e contras da decisão a ser tomada.
Esse processo é muito importante quando decidir iniciar sua reeducação alimentar, pois regimes e dietas são contraproducentes, ou seja, contrários as nossas atividades comuns. Então faça certo desde o início. Saiba que comer é para se nutrir e não se empanturrar. Muitas vezes, ainda, comemos para preencher um vazio, um processo de ansiedade frente a outras situações que podemos estar expostos diariamente. Esqueça essa prática.
A reeducação emocional e alimentar é o caminho do sucesso para qualquer processo de perda de peso, pois o objetivo é aprender a comer de forma adequada, somente por fome, e sentir-se leve e tranquilo com as escolhas alimentares.
Dicas que contribuem para esse processo acontecer:
Aprender a identificar quando se tem fome ou vontade de comer. Fome é uma sensação ruim, que sentimos como se fosse um nó. Já a vontade de comer se come, mas continua a vontade de ingerir mais comida,a vontade não cessa, e voltamos à geladeira, ao armário a procura de mais alimento
Aprender a colocar para fora os sentimentos que incomodam, coisas que são importantes que sejam faladas, e resolvidas. "Os famosos engolidores de sapo" engolem junto com a comida aquilo que não conseguem colocar para fora.- Praticar o prato único – Sempre se servir uma vez só, de forma equilibrada e com qualidade.
O planejamento alimentar é necessário. Estabeleça um dia da semana para fazer suas compras. Faça uma lista de alimentos magros, adequados ao seu processo de emagrecimento. Organize seu armário, não armazenando alimentos que nos fazem perder o controle ou que aumentem a nossa quantidade de calorias diárias sem necessidade.
Em confraternizações, aniversários, aproveitar esses momentos para dar risadas, trocar idéias, contar um pouco da vida, saborear cada garfada, devagar, conversando, olhando ao redor, apreciando o ambiente e as pessoas, ou seja, comer para sua fome, e não usar essas oportunidades para se empanzinar de comida.
Estabeleça metas a curto prazo e que possa cumprir sem se frustrar. Comece reduzindo uma pequena parte da comida que ingere durante o dia. Em todas as refeições, vá tirando um pouco, e quem controla é você, de acordo com o que pode dar conta. Desta forma vai se sentindo confiante, e novos padrões alimentares irão se estabelecendo. Lembre-se apenas de consultar um nutricionista antes de achar que pode tirar isso ou aquilo do cardápio.
Faça um diário alimentar colocando o que come, os horários e as quantidades. Esta é uma importante ferramenta que permitirá conhecer seus hábitos alimentares e lhe auxiliará no auto monitoramento. Relacione os sentimentos presentes nessas situações, desenvolvendo a percepção desse processo de ingestão da comida com as questões emocionais. *Por Luciana Kotaka, psicóloga (www.lucianakotaka.com.br)
